terça-feira, 24 de março de 2009

poema tipo Alberto Caeiro. (por Andreia Guerra)

breve momento em que um olhar
me passa e me fixa.
Não sou nada para além da certeza de hoje
e nem quero saber do amanha.
incertezas são tristezas
e já as tenho de sobra.
Se a vida fosse só sonhar
ficava para sempre aqui
a pairar entre o sol e a lua
pela estrada e pela rua.
Se hoje é um dia como o de amanhã
porquê tanta especulação
sobre o que se fazer ou não?
quando o amanha for hoje
terá sido
tudo em vao

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